segunda-feira, 19 de março de 2007

Virar a página: Esquecer!...


Desiludida até à medula,
sentindo o desfalecimento,
provocado pelo sentimento,
de me saber preterida,
relegada para o canto,
deixada ao sabor do vento,
sou arrastada pelo desejo violento,
de largar tudo a correr e fugir...
Desistir, de vez,
largar o apego à esperança,
deixar o barco sem âncora,
desaparecer por entre os veios,
daqueles escusos meios,
onde me afagaram os seios,
e um dia me viram rir...
Largar em debandada,
abandonar a parada,
substituindo o querer,
por sorrisos mansos e ternos,
que outros me jogam, lestos,
à espera do acontecer...

Virar a página! Tem de ser!...
Para poder usufruir, nesta fase do saber,
podendo de facto substituir,
o incerto e o ilusório,
pelo seguro e verdadeiro querer...

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