quinta-feira, 22 de março de 2007

Amei-te sem saber quem eras...


Saber-te tão perto, mesmo na ausência,
apesar da distância, é satisfação tamanha
porque sinto e sei que estás por aí (aqui)...
Contudo o exaspero manifesta-se
em raiva contida por não te poder fruir...

Dói não poder contar com tua presença.

Angustia saber que não és para mim:
não é o teu ser, o teu saber, o teu sabor,
o teu sorriso, a tua pessoa, o teu odor.
Dói não poder aproveitar tua companhia,
tua experiência, tua ironia, tua vida...

Amei-te sem saber quem eras,
sem saber porquê ou conhecer como...

Amei-te sem que pudesse decidir,
sem ter a certeza do amanhã,
sem perceber a onda de sentir,
que se instalou sem pedir licença,
sem me consultar ou perscrutar...

E nesta tresloucada sinfonia,
sinto que me afronto em cada encontro,
perante desejos que apenas eu vejo,
e relembro, em distantes horizontes,
pontos de contacto intactos,
inscritos em letras de sabor a mel,
que me inspiram em instantes de tormenta...

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