sábado, 17 de março de 2007

Que fazer?...


Tantas palavras queria dizer
e não podem ser ouvidas;
Tantas carícias podia fazer,
mas não devem ser mostradas;
Tanto desejo sentido,
que jamais será explícito;
Tanto amor a declarar,
mas porque não querido,
é indizível, inaceitável...
Se fosse expressa,
a mesma disponibilidade
que se revela para outro ser,
sorriria com vontade,
reflectiria outra paz,
mais serenidade,
outra realização...
Sei que terei de virar costas,
olhar outros espelhos,
outras virtualidades,
deixar de ver,
no fundo dos teus olhos,
o querer inscrito,
que apenas eu vejo
e que ora se manifesta,
ora se esconde envergonhado,
abafado no desejo,
que também apenas eu vejo...
Seria tão vantajoso sair,
saltar a barreira do sentir,
caminhar para longe do abismo...
Como conciliar o compromisso
e a certeza do desespero alucinante,
que corrói e destrói,
a consistência do meu ser?!...
Não sei como fazer!...

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