Memória inventada

De tempos a tempos,
perpassam, por mim,
memórias de fugazes momentos
de ternura e enleio,
envoltos em mistério e deleite,
de loucura arrebatadora,
onde destemidos nos expunhamos,
despidos de preconceitos,
em busca do sublime,
da certeza de querer...
Foram ternas carícias,
celebrações mansas,
reconciliados com a natureza,
na serenidade do silêncio,
num esplendor de sentir,
o coração largado a tropel,
numa infinita vontade de mais
em busca da apoteose,(pre)dita,
(pre)configurada, (pre)vista
...
Traz-me estes momentos intensos,
a memória presente do ausente...
De que tens (tiveste) medo amor?
Da dádiva? Do segredo de ser?
Da verdade de existir e perecer?
Porque foges (fugiste)?
Vive! Arrisca! Sonha o deleite,
o não adiado, espontâneo, convertido.
Sê apaixonado, livre!...

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