Cativa
Cativa,
de imaginação delirante,
voando ao vento,
em fascínio de desejo,
deixado ao relento,
para não incandescer;
O tropel do coração,
descompassado,
o buraco no estomago,
apenas pela aproximação,
o formigueiro arrepio,
a melodia zurzindo,
em estranha sinfonia,
desta magia vivida,
sentida com comoção,
que nas nuvens me coloca,
e envolve em terno abraço,
o meu pobre coração,
que inebriado e entontecido,
segura a custo,
o crepitar crescente,
da chama ardente,
deslumbrante,
do encanto que me prende,
e me seduz completamente...

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