Será isto o envelhecer? (II)
Mais um final e com ele o balanço que se impõe. Na hora de avaliar, tudo vem, tem de ser...
A vergonha sentida perante alguns procedimentos, alertam-me para a necessidade da 
serenidade e para a exigência de repensar as actuações e o desempenho de forma mais profunda, procurando encontrar razões escondidas para as acções...
Questionar-me, também faz parte: Que aprendi em tantos anos de experiência e vida? Como tenho interiorizado experiências de aprendizagem? Como auto-regulo os fracassos e os êxitos? Cada vez me conheço menos e me descubro com mais dúvidas, porquê? Seria suposto ser assim?
Se fosse ao menos capaz de escrever sobre essas aprendizagens, teria ideia clara e racional do que me constitui por dentro...
Tenho sentido na pele o que costumo dizer aos meus jovens alunos: Crescer faz doer, tanto quanto o pensar...
Eis-me, de novo, em fase de mudança... Novo ano se aproxima perspectivando vida nova pelo "calo" formado no (per)curso/processo individual que forçosamente terá 
repercussões no meu trabalho e no das equipas...
Sinto e sei que se não fossem algumas raízes que me prendem à terra: ser mãe (filhos - o meu orgulho) e amar (a minha paixão - meu encanto/sonho), aliadas aos ideais que o trabalho me proporciona, "socumbiria" fácil, fácil...
Apesar dos pesares, sinto-me serena. Tal sentimento amedronta-me, por um lado, mas por outro, descansa-me... Será isto o envelhecer?

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