Vou até onde me doam as mãos...
E a fada sorrindo,
depressa saudou
a gota de espuma,
que rapidamente secou...
Estrela cadente,
vestigio de luz,
letra agonizante,
que ainda seduz...
Rosto de ternura,
carícia de sonhar,
segredos de ser,
retidos no olhar...
E a fuga serena,
de desejos contidos,
valendo sorrisos,
resgatando abrigos...
Resisto a custo,
intensifico o muro,
escolho não pensar,
caminhando no escuro...
E vou, até onde me doam
as mãos que me libertam,
caminho, até onde me guiem,
os olhos que me matam...

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