terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vou até onde me doam as mãos...

E a fada sorrindo,
depressa saudou
a gota de espuma,
que rapidamente secou...

Estrela cadente,
vestigio de luz,
letra agonizante,
que ainda seduz...

Rosto de ternura,
carícia de sonhar,
segredos de ser,
retidos no olhar...

E a fuga serena,
de desejos contidos,
valendo sorrisos,
resgatando abrigos...

Resisto a custo,
intensifico o muro,
escolho não pensar,
caminhando no escuro...

E vou, até onde me doam
as mãos que me libertam,
caminho, até onde me guiem,
os olhos que me matam...

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