domingo, 20 de janeiro de 2008

Memórias...

Memórias foscas,
aldrabices pegadas,
fragmentos de vida,
frustração vencida,
arrumada a um canto,
em bocados de gente,
em ideias pingente,
debruadas a confissões,
totalmente banais,
tornadas vendavais
e desejos prisões.
Escancarado o ser,
acreditando vontade,
encaixada saudade,
de devaneio inútil,
imaginação fútil,
de imbuída confiança,
postura de criança,
enganada, aflita...
Enrodilhada em ti,
quis-te como te vi,
mal a indiferença se foi
no deserto esboroado,
em que havia mergulhado,
enquanto te sonhei,
e te amei em pecado,
no negrume da noite,
no jardim que plantei.
Soube a azia o fim
que não o foi para mim,
ficando presa ao esgar,
ao desespero de julgar,
falho o valor de ser,
incidente de te conceber,
inolvidável desilusão...

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