Na dança da mudança...
Um para cima,
dois para baixo,
mais um para cima,
de novo um outro para baixo,
mais dois para cima
e, para baixo, vêm três...
É assim meu caminhar:
um coerente vai-vem,
embalando meu serenar.
Subo e desço.
Ando e desando.
E assim, dia após dia,
vou atravessando a vida
buscando a luz,
em função da seiva,
de acordo com a crença,
no decurso da dança
que (re)crio ao amanhecer,
na sequência do sonho,
consequência da esperança.
Ora subo, ora desço.
Ora recuo, ora avanço...
E, na (re)construção,
renovo o andamento:
um passo em frente,
dois atrás,
dois para a frente,
mais outro para trás...
E na dança da mudança
em que me sinto e (re)vejo,
descubro-me ainda desejo,
(re)encontro ainda esperança.

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