De mim para mim...
De mim para mim,
no silêncio das palavras,
sinto o vazio,
o desacerto pesado,
construído no negrume
das acusações expostas,
nefastas, impróprias...
Dizer família era sonho,
a amizade, era procura,
e a partilha, a solução.
Desprendeu-se o açaime,
perdeu-se o decoro,
esqueceu-se o respeito,
fechou-se o coração...
Perdi ideais,
reconheci fraquezas,
aprendi limites,
ganhei referências...
De mim para mim repito
o eco dos silêncios
que fui aprendendo a gerir.
De mim para mim evoco,
os rasgões psicológicos,
os nós hercúleos,
os sapos que decidi engolir.
De mim para mim reflicto,
não vale a pena existir,
quando sem desejo de infinito.

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