Curva-se a vida...
Curva-se a vida
neste silêncio disforme,
na sombra informe distante,
que ameaça tempestade,
o caos em figura satânica.
Cinzenta oprimente,
a serenata ofegante,
qual Mozart incandescente,
afaga a saudade,
permeabiliza a ausência,
confere esperança,
pela imprevisibilidade
da ordem balsâmica...
A chaminé lança para o céu,
o fumo negro do desejo ardente,
numa tentativa frustrada
da libertação singela,
de um coração fechado,
há muito tornado pedra.

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