Que importa?!...
Que importa o amanhã
se esta agonia vã,
transpira por entre os dedos,
nos poros dos arremedos,
com que te sinto e te sonho?!
Que importa ainda o hoje,
minha espera de desejo,
encurtado já o devaneio
preso ao volumétrico senão,
oferecido na sedução,
com que me encantaste,
num dia de alucinação?!
Que importa o tudo-nada,
se em cada alvorada,
ainda é a tua imagem
que inicia meus dias,
define minhas valias,
em infindáveis esperanças?!
Que importa?!...

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