sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Se (II)

Se a vida fosse parceira,
tomasse ela a dianteira,
para minorar a angústia,
libertar a ansiedade,
desanuviar a saudade...
Se o tempo falasse amizade,
não lamentasse impunidade
sacudisse a desgraça
dos abraços indigentes,
de anseios persistentes...
Se o querer fosse valente,
destemido e não carente,
lavando o comodismo,
da postura entediante,
de desejo definhante...
Se o quotidiano chalaça,
não fosse a ameaça...
Era possível ser gente.

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