Desassossego e vãs memórias
Devolvo o sorriso brilhante,
apesar da tristeza arrasante
e do remanescente despeito,
que transporto no peito,
pela ausência de reforço,
e a inexistência de conforto,
na solidão da presença fria,
na áspera desarmonia,
que a tua voz denuncia...
É metálica a proximidade
que desanima e atrofia,
destruindo encanto e magia,
que a quimica (pre)anuncia,
mas a razão desvirtua
e ensombrece a ternura...
Tenho dó desta agonia,
que estranhamente amofina,
desenhando no horizonte,
sentimentos ambivalentes,
vontades contraditórias,
revezes duros, emergentes,
desassossego e vãs memórias...

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