Limites
Para tudo há limites.
Os meus emergem agora.
Nesta encruzilhada vivida,
manifestam-se, refractam-se,
qual força centrípeta,
descrevendo a trajetória
num movimento circular,
do corpo para o centro,
voltando-se sobre si mesmo,
fugindo do confronto,
e do conforto da relação...
Não permitirei desta vez
que acasos profundos e ocultos,
energias levemente trocistas,
galguem novamente as margens...
Está chegando a hora
de expôr os limites,
de zelar pela vida,
de retornar às origens,
de recomeçar percursos,
de cicratizar feridas,
de selar sentimentos,
de esquecer os sonhos,
de encerrar o meu diário...

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