Não queria sentir assim...
Em cada desafio que se coloca,
surgem mostras de fadiga,
de provas inolvidáveis de fraqueza,
de cansaço e profundo desalento,
de quem suporta nos ombros,
o peso da solidão e do afastamento.
Não queria sentir assim,
sozinha e sem valores de eleição,
vãmente escaqueirados nos dissabores,
e nos desamores dos corredores,
que apenas aparência são...
Não sei se vale a pena lutar
por dias melhores em cada manhã,
quando em cada tarde,
novo revés irrompe em roda pé,
afundando um pouco mais o bote...
Creio que tudo me indica o fim,
a conclusão de que só a vontade,
não vale e é debalde a frota,
de que o entusiasmo não chega,
de que a esperança é letra morta...
Sinto-me soçobrar na rota da convicção,
pela ficção que se afirma plena,
no faz de conta que se enxerga...
Que excelência? Que alta competição?
É que nada disso já se observa...

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