(Re)converter demências...
Batalhar retiros,
encontrar desvios,
desejos bravios,
de intensos desafios,
que suplantam as margens
que nos comprimem,
que em cada esquina,
por etapas sucessivas,
confinam o livre arbítrio,
limitando o ser ao parecer...
Amarrotar papéis,
cujos estatutos,
galgaram fronteiras
de muitas maneiras,
nem sempre as mais fieis...
Regressar ao princípio,
esquecendo a infãncia,
despir o feitiço,
largar a ancora,
retomando o porte,
e com ele o norte,
destituído de magia,
privado de emoção,
sem elos do coração...
(Re)vestir nuas memórias
enfarpelar estórias
(re)converter demências,
descodificar aparências,
(re)inventar esperanças...

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