Fugir para não soçobrar
Pelo canto do olho,
observei, dei conta de ti,
do teu fleuma, da tua segurança,
e também da confiança,
que os gestos reflectem,
como se fossem raios de sol,
nas águas tranquilas,
de um lago qualquer.
Olhei-te bem nos olhos,
sentindo o coração pulsar,
e a vontade de te abraçar
tolheu, paralisou-me...
Senti a onda de solidão
que determinou a queda...
Insisti na presença mas,
foi mais forte do que eu,
a vaga que me entonteceu.
Que fazer?
Fugir, para não soçobrar,
por que não?...

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